Ir para conteúdo


Atenção - O Canal Dev foi atualizado para última versão do sistema e aparentemente estável. Todas as configurações e definições estão plenamente funcionais. - Roberto Lunelli - Administração Geral

Bem-vindo(a) ao CanalDev!

Se você ainda não é um membro, cadastre-se! Como membro, você poderá:

  • Criar e responder tópicos
  • Criar e votar em enquetes
  • Enviar mensagens privadas a outros membros
  • Adicionar eventos ao nosso calendário comunitário
  • Assinar tópicos e fóruns para receber atualizações automaticamente
  • Usar o sistema de busca próprio (com mais opções)
  • Alterar preferências de exibição em teu painel de controle
  • Ter seu próprio perfil e fazer novos amigos
E muito mais! Participe!

O Anonymous, Protestos On-Line E Uma Alternativa Ao Copyright


1 resposta neste tópico

#1 Torga

    Moderação CanalDEV

  • Moderação
  • 146 posts
  • Sexo: Masculino
  • Estado:Minas Gerais
  • Localidade: São João del Rei
3
Regular

Postado 30/01/2012, 11:18

Imagem Postada


Quando você discorda de uma ideia, produto — qualquer coisa, enfim –, existe, de modo amplo, duas atitudes a se tomar:
  • Eliminar o seu adversário. Essa é uma atitude nada democrática, porque consiste em oprimir, por meio da força ou outro recurso, as formas do seu adversário se expressar. Exemplo: a bomba que foi colocada no prédio do jornal O Estado de S.Paulo durante a ditadura militar.
  • Construir e disseminar uma alternativa. Para que essa plataforma dê certo, é preciso que a alternativa oferecida seja melhor. Pouco a pouco, as pessoas abandonam a ideia anterior. Exemplo: o Facebook que passou o Orkut em número de usuários no Brasil.
Os protestos online do Anonymous – se você não tem acompanhado o noticiário, eles derrubaram sites do FBI, Departamento de Justiça, entre outros - funcionam por meio de ataques de negação de serviço. Ou seja, se encaixam na primeira opção.
Diferentemente até da pichação de páginas de internet, o ataque de negação de serviço meramente derruba um site, sem dar aos internautas nenhuma alternativa, nenhuma outra mensagem. É uma tática puramente destrutiva. Não é comparável a uma passeata ou manifestação na rua, porque essas, pelo menos, têm cartazes que transmitem um recado, um pedido. A negação de serviço, como o próprio nome diz, apenas nega: é um “não”. Que “não”?
Esse modus operandi tem ainda mais uma vantagem: basta que os participantes do ataque discordem de alguém para realizá-lo. Eles não precisam, coletivamente, concordar com uma alternativa. Ou seja, em vez de concordar como algo deve ser feito, basta que eles concordem em como não deve ser feito.
Vamos deixar ao leitor a descoberta de quais serão os resultados dessa mentalidade meramente negativa.
Mas e o Megaupload? E os meus seriados e filmes?!

O Megaupload não deveria ter sido retirar do ar sem aviso prévio e no mínimo ter dado aos internautas um prazo para que recuperassem quaisquer arquivos que estavam hospedados por lá. Fim da questão. Houve um equívoco na forma que a ação da polícia e da “justiça” se conduziu.
Já a questão de direito autoral é muito forte. Produtos culturais não são como qualquer outro produto. Eles definem personalidade. Eles são assunto para comentar com os amigos. Ser privado de um produto cultural, ora disponível a nenhum prejuízo para seu criador, é como ser privado de parte da própria identidade.
É claro que isso gera revolta e denúncias de pura ganância por parte dos produtores – ou, melhor dizendo, dos representantes dos produtores -, principalmente quando estes nem trazem suas produções ao Brasil e recebem legendas de fãs da série que fazem questão de divulgar o trabalho.
Mas a solução para esse problema não está em manter o Megaupload no ar — até porque isso não é necessário, já que existem muitas alternativas e, além disso, para isso é preciso mudar as leis. Tem um caminho mais simples: se faz parte da sua personalidade acreditar no download, no poder da distribuição da cultura livre, das redes ponto a ponto, ora, procure criadores e artistas que concordem com você. Existem centenas de bandas disponibilizando MP3 e CDs de graça na internet, às vezes até em altíssima qualidade. Existem documentários sendo distribuídos de graça na internet.
Tem um monte de filmes no Archive.org. Várias bandas e artistas no Bandcamp. E todo tipo de conteúdo no tracker BitTorrent ClearBits. Nem preciso falar do Tramavirtual.
O verdadeiro poder da internet não está em permitir o consumo gratuito daquilo que os próprios distribuidores não querem que você veja, mas sim em dar voz a todos os pequenos artistas que querem muito a sua atenção, sem cobrar por isso.
Que tal essa ideia? Mostrar aos artistas que a distribuição gratuita de conteúdo faz com que eles ganhem fãs e simpatia é a melhor forma de encorajar muitos outros a fazerem o mesmo. Para aqueles que merecem uns trocados, sempre vale dar alguns. Quem não quer ser visto, que não seja – que afoguem na irrelevância. Dar valor a quem quer ser ouvido é melhor do que clamar pela liberdade daquilo que quer se restringir.

Escrito por Altieres Rohr

Retirado de Linha Defensiva



#2 Roberto Lunelli

    Da paz, mas preparado pra guerra

  • Administração Geral
  • 383 posts
  • Sexo: Masculino
  • Estado:Santa Catarina
  • Localidade: Florianópolis
50
Excelente

Postado 30/01/2012, 18:59

Amigo Torga, eu acho que ainda há muita coisa fétida e podre nesse reino além dessa análise superficial do caro Altieres.
O sistema e metodologia das Gravadoras e Estúdios são obsoletos, e pra eles parece mais fácil retirar opções dos usuários do que criar novas e mais robustas.

Antigamente copiávamos o vinil para a fita cassete, e nem de perto tinha a qualidade original do Vinil.
Copiávamos o VHS para termos nosso acervo de filmes, mas nem de perto tinha a qualidade do VHS original.
Nos dávmos ao luxo de investir em produto original para termos qualidade, pois de fato era de qualidade, dávamos valor para isso.

Com a tecnologia avançando, nossos métodos para fazeremos o mesmo que fazíamos no passado (cópias para k7 e VHS) evoluíram (mp3...,rmvb,avi,mp4,mkv,... e hoje até em 1080p.) porém as preguiçosas das gravadoras e estúdios preferem podar nossas opções, que citei acima, do que criarem novos métodos que de fato nos traga algo insuperável com uma cópia. Óbviamente será dado o devido valor.... mas esses hipócritas preferem podar nossas opções do que criar algo novo.

Digo algo novo, para nós consumidores e algo novo para os artistas e produções escoradas nessas gravadoras e estúdios.

Mas isso que eu disse é só a ponta do que ainda existe de podre nesse esquema mafioso.
Tem uma hora que tem que dar porrada para verem que ninguém é bobo.

Eles tem muito dinheiro e com papinho e bla bla bla eles só irão entrar numa dessas se ganharem muita grana com isso, se não, esse papinho de freira não vai ser aceito nunca.
Precisa de investimento pra qualquer ideia dar certo e quem tem pra investir são eles, sendo assim tem que dar soco com conhecimento e mostrar que eles tem que trabalhar direito e pra nós, afinal nós que consumimos e damos dinheiro pra eles (se fizerem o serviço de qualidade), de outra forma MKV 1080 tá muito ... mas muito bom.

Quem não entrar na dança tem que pedir concordata, veja o exemplo da KODAK.

Enfim... tem pano pra manga.





1 usuário(s) está(ão) lendo este tópico

0 membros, 1 visitantes, 0 membros anônimos

Entrar


  • Precisa de uma conta? Cadastre-se agora!